Boa filha à Tapadinha torna

Joana Simões deixou o Gil Vicente (Liga BPI) no final de dezembro para acordar o regresso ao Atlético (II Divisão), no qual se encontrava até à temporada transata

Não apenas a Liga BPI tem registado novidades a nível de mercado em Janeiro – também na II Divisão são várias as equipas que procuram apetrechar-se de forma a atacar a segunda metade da época como é o caso do Atlético que tirou proveito de uma saída do Gil Vicente (Liga BPI) para assegurar o regresso de uma ‘filha pródiga’, a guarda-redes Joana Simões, cuja saída de Barcelos se deu, explica a guardiã, “em dezembro, no dia 21, por mútuo acordo,” explicando em seguida a guardiã que tinha em carteira outros convites para além do regresso à Tapadinha.

Para além do Atlético, revela Joana, ”tive várias propostas, incluindo clubes de primeira, mas decidi voltar a casa” e mais concretamente para o clube no qual se notabilizou e quase alcançou uma subida à Liga BPI, mais precisamente na época transata na qual só não o fez devido ao castigo imposto pelo Conselho de Disciplina da FPF que atribuiu uma derrota administrativa ao clube lisboeta numa partida ante a AD Pastéis, repescando assim o Damaiense para subir em seu lugar. Joana viveu dias felizes que agora pesaram favoravelmente na hora de escolher o clube no qual segue carreira.

Joana Simões lamenta o longo período sem treinos de campo, que “não é o mesmo”

A guarda-redes nem hesitou no momento de escolher o Atlético. “Escolhi o Atlético por sermos uma família, senti que voltar a casa seria a melhor opção. Depois de ter sido tão bem tratada lá senti que devia voltar, com a minha evolução e mais experiência, para ajudar o clube e irmos para o lugar onde devíamos estar, a Liga BPI. Pesou mais o grupo que a situação da subida em si, estivéssemos em primeiro ou último lugar, a escolha teria sido igual,” justifica numa altura em que o confinamento geral obrigará a equipa a só poder voltar a competir só após a suspensão da II Divisão.

Nada que Joana Simões considere benéfico, uma vez que não irá dispor de tempo para criar rotinas dado que a equipa está inclusivamente proibida de se treinar. “Acho que não, neste momento para mim é péssimo parar os treinos, claro que vamos ter treinos em casa e acompanhamento, mas não é o mesmo que em campo, ainda por cima sendo guarda-redes, não consigo ver como benefício,” considerou, aguardando assim pelo final do período de confinamento para lutar em campo pelos objetivos a partir do que já conhece do grupo e do campeonato que está a realizar.

O percurso realizado até ao momento pelo Atlético levam Joana a acreditar que a subida rumo à Liga BPI poderá este ano ser uma realidade uma vez que, identifica, “é uma equipa com qualidade e muito ambiciosa, acredito que estamos em condições para alcançar a subida”. Antes, porém, ainda terá de concluir a Série Sul na qual já assegurou juntamente com Sporting B e Guia um lugar na fase que se segue, a de Subida ao principal escalão do futebol feminino português.

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