Alícia Correia alinha pelas referências: “O meu objetivo é conseguir estar ao nível delas”

Tem 18 anos. Até podia estar nas sub-19, mas Alícia Correia integra o grupo principal da Seleção Nacional, comandado por Francisco Neto, que vai defrontar Turquia (dia 16) e Israel (19) na campanha de apuramento de Portugal para o apuramento para o Mundial de futebol feminino a disputar em 2023 na Austrália e na Nova Zelândia. A petiza da Seleção não se mostra, porém, intimidada por um instante.

“É um privilégio estar aqui, ser a mais nova e poder partilhar o campo com tantas jogadoras que eram e continuam a ser uma referência. O meu objetivo, apesar de estar a jogar com atletas mais velhas, é conseguir estar ao mesmo nível que elas”, afiança, com segurança.

Ter líderes do grupo, referências, como a própria as apelida, é tido como fulcral pela defesa canhota de 18 anos do Sporting. “Sim, claro, são essas jogadoras, líderes, que nos integram ainda muito melhor no grupo”, admite, antes de apontar as capitãs como as jogadoras a que se refere: “A Ana Borges, a Dolores Silva e a Sílvia Rebelo, também, entre outras”. A esta altura, Alícia é desafiada a pronunciar-se sobre a predecessora, Cláudia Neto, que anunciou deixar a Seleção pouco antes da atual convocatória: “Tive a oportunidade de jogar com a Cláudia, treinar e partilhar o balneário com ela e foi um privilégio enorme poder fazê-lo.”

Estar na Seleção principal, tão jovem, apanha de surpresa a própria jogadora: “Sempre foi um sonho, e julgo que o seja para todas as jogadores, chegar à Seleção e representar o nosso país ao mais alto nível. Sinceramente, nunca julguei que fosse um sonho que se pudesse realizar tão cedo, mas é mesmo um privilégio poder estar aqui, tão nova”

Alicia Correia com Andreia Jacinto, duas das seis leoas chamadas a esta campanha da Seleção Nacional

O facto de contar com muitas jogadoras do Sporting – seis, tantas como o Braga, e mais uma que as cinco do Benfica na Seleção é assumido pela jovem defesa como catalisador da integração, mas Alícia Correia recusa vê-lo como fator determinante.

“Sim, claro que ajuda ter cá colegas do clube, mas desde o primeiro dia que cá cheguei fui sempre muitíssimo bem recebida por todas, sem exceção. É algo que ajuda, mas não é estritamente necessário”, considera, antes de abordar o primeiro embate que a Seleção tem pela frente, ante as turcas: “Vamos trabalhar o máximo nestes treinos que nos faltam, para nos prepararmos da melhor forma possível, e dentro de campo vamos dar o nosso melhor para representarmos o nosso país”

Desafiada a pronunciar-se sobre a motivação extra adjacente à conquista da Supertaça pelo Sporting, a jogadora admitiu-a, sem lhe dar demasiada importância: “Claro que um título dá sempre muita motivação, mas vir à Seleção já é, por si só, um momento muito importante. É sempre muito bom estar aqui, seja e que altura for.” Já a polivalência que evidencia entra as leoas – atua em qualquer posição na defesa – é admitida como um trunfo: “No Sporting, é uma posição que varia entre lateral e central, é algo muito parecido com o que posso fazer aqui na Seleção.”

Tendo uma internacionalização oficial, contra o Chipre – jogou ainda nos particulares com EUA e Nigéria – Alícia, mostra-se ponta a dar o seu contributo… sem pressas, precipitações ou ansiedades por novo jogo “a sério” pela Seleção. “Claro que é um objetivo e continuo a trabalhar para isso. A minha integração vai ser feita ao longo dos anos. Cheguei aqui o ano passado. Por isso, vou continuar a trabalhar para, acima de tudo, poder a ajudar a equipa”, concretiza a jogadora, segura e tranquila.

(Fotos: Tiago Tavares /Lado F)

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