Campeã mundial, Inês já transmite os valores do tang soo do ao filho

Responsabilidade, honestidade e jus­tiça são os três princípios fundamentais do tang soo do, arte marcial coreana que, além da vertente física, assenta na transmissão de valores para formar ci­dadãos. Pouco conhecida, esta modalidade tem em Inês Braz uma praticante com 18 medalhas em Campeonatos europeus e mundiais.

A pandemia adiou por dois anos o Mundial previsto para 2020 nos Estados Unidos e Inês espera voltar à ação em grandes palcos, depois de ter sido mãe. “Entretanto, voltei a estar mais ativa e o meu filho já pratica, já se tornou algo mais familiar [risos]”, conta esta apaixonada por artes marciais, que também praticou taekwondo e judo, além de paintball profissional.

Inês, 31 anos, chegou ao tang soo do, por acaso. “Comecei na escola das Caldas da Rainha em janeiro de 2005. Eu e uma amiga decidimos fazer aulas de fitness, nada a ver com a arte marcial, mas entretanto comecei a ver umas aulas e a mestre [Cristina Costa] perguntou-me se queria experimentar. Fui e começou a ser uma segunda família para mim. A paixão surge aí. Sempre gostei de artes marciais e esta não foge muito do taekwondo. O bichinho da competição também nasce aí e uma grande ligação ao mestre, mesmo depois de ter vindo trabalhar para Lisboa e na altura não havia uma escola em Lisboa”, conta.

O elo de ligação não se perdeu e quando as aulas foram retomadas na capital, Inês voltou e agora quer incutir o espírito e os valores ao filho de quatro anos.

Inês com o filho de quatro anos.

“Dei aulas de artes marciais a crianças e apercebi-me da importância que podem ter no seu crescimento e na vida. Ensina a responsabilidade, disciplina, respeito, concentração, autoconfiança…”, aponta. “Comecei nova e ajudou-me a crescer e gostava de passar esses valores para o meu filho e ele gosta imenso de fazer aulas, ainda à base de alguma brincadeira dada a idade”, explica.

Campeã mundial de luta em 2014, Inês também tem as medalhas de ouro em formas e quebra de tábuas no seu escalão e anseia pelo regresso aos grandes palcos no Mundial’2022.

Natural das Caldas da Rainha, Inês mudou-se para Lisboa e é fisiologista do exercício de profissão. “Tenho um estúdio próprio, meu, com carteira de clientes fixa”, sublinha. “Virei-me muito para o online e agora com regresso, só faço treino personalizado com um aluno de cada vez e consigo voltar a adaptar-me. Graças a Deus, não sofri imenso a nível de trabalho e fazer exercício físico era algo que distraía os alunos, além de fazer bem. Ainda hoje tenho cerca de 3/4 alunos que optam por online, como pessoas de maior risco”, evidencia Inês, também formadora na academia do Holmes Place.

Fotos: arquivo pessoal Inês Braz

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