Casa Branca pela igualdade de género

O presidente dos EUA, Joe Biden, recebeu ao lado da primeira-dama, Jill Biden, as internacionais norte-americanas Megan Rapinoe e Margaret Purce para vincar a importância de equiparar vencimentos entre atletas - e não só

Foi na semana passada que Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, recebeu na Casa Branca, ao lado da primeira-dama, Jill Biden, as internacionais norte-americanas e campeãs do mundo de futebol feminino Megan Rapinoe e Margaret Purce, no sentido de assinalar e vincar a importância de esbater o fosso que continua a verificar-se em termos salariais entre o feminino e o masculino – não só no desporto, mas nos mais variados ramos da sociedade.

Para ilustrar a disparidade ainda vigente na sociedade norte-americana, onde persiste a discriminação de género, conjugada com a étnica e racial, por exemplo, foi publicada a ilustração reproduzida em baixo na página oficial da Casa Branca e as proporções são reveladoras: enquanto um homem branco ganha um dólar, uma mulher asiática ganha 87 cêntimos e uma branca, 79; uma mulher negra aufere 63 cêntimos, índias ou esquimós, 60, e as hispânicas ou latinas estão no fundo da cadeia, sendo ressarcidas em quase metade do termo de comparação (ganham 55 cêntimos).

Na página oficial da presidência no Instagram, @potus (president of the united states), Biden fez questão de enfatizar a dimensão social que o futebol assume, nomeadamente na vertente específica tratada, a igualdade de género no que à remuneração diz respeito. “Não importa se é uma eletricista, contabilista ou faz parte da melhor seleção de futebol do mundo – a disparidade salarial é real. Mas com Megan, Margaret e tantas outras a travar a luta por salários iguais, estou confiante de que finalmente vamos resolvê-la”, publicou Biden na rede social, onde acrescentou, em tom mais descontraído, o seguinte vídeo, com as internacionais norte-americanas na Casa Branca: “O Dia da Igualdade Salarial é um assunto sério por aqui. Certo, @mrapinoe e @100purcent?”

Por seu turno, Margaret Purce, fez questão de assinalar o momento nas redes sociais, enfatizando a importância de estar associada a uma luta que considerou tão meritória, assim como o papel a que foi chamada à Casa Branca. “Muito grata a @potus e @flotus [first lady of United States – a primeira-dama] por terem recebido as jogadoras da Seleção Nacional, @mrapinoe e eu própria, para falar sobre a igualdade salarial para as mulheres. É uma missão importante e ambas ficámos muito honradas por fazer parte dela!”, assegurou a dianteira de 25 anos, na publicação abaixo replicada.

Ficou, assim, vincado o papel de relevo que o desporto – e o futebol, no caso concreto – pode desempenhar em vertentes mais abrangentes, nomeadamente a social, e o reconhecimento que lhe pode ser prestado pelo poder político. Nesta iniciativa, acabou mesmo por ser amplificada nas redes sociais oficiais das próprias jogadoras, mas sobretudo da Casa Branca e do presidente norte-americano, Joe Biden, essa conjugação de esforços por uma causa tida por comum.

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