Chamada “inesperada” é orgulho para Ana Rute

Já integrada nos trabalhos da Seleção Nacional A, para a qual foi convocada pela primeira vez, Ana Rute manifestou o seu enorme orgulho por uma chamada que considera "inesperada"

Costuma dizer-se que o azar de uns é a fortuna de outros e foi dessa forma que, algo surpreendentemente, no sentido em que sucede pela primeira vez, foi chamada uma das figuras do Condeixa para representar a Seleção Nacional A que cumpre a preparação para o ‘play-off’ de acesso ao Euro-2022: Ana Rute Rodrigues tem realizado uma excelente época na Liga BPI e dessa forma mereceu uma inédita presença ao serviço de Portugal, facto que a levou a exprimir a sua total alegria: afinal, nunca antes esteve entre as eleitas de Francisco Neto.

Chegar a este patamar é um objetivo para qualquer jogadora de futebol. Para mim, é o cumprir de um sonho”, indicou a médio de 23 anos, que já antes havia vestido as cores as Quinas – fez parte das seleções sub-19 e sub-17 de Portugal – mas ainda não havia chegado ao patamar principal. Agora, está à beira da estreia e logo num momento determinante dado que Portugal disputa, dentro de precisamente uma semana, o ‘play-off’ que pode voltar a colocar a equipa nacional feminina na fase final de um Campeonato da Europa, o que representaria o concretizar de um sonho para esta jogadora.

“Um privilégio e uma grande responsabilidade, quando soube que estava convocada foi um misto de emoções. Senti alguma ansiedade pela importância dos jogos e, ao mesmo tempo, fiquei orgulhosa pelo trabalho que tenho vindo a fazer”, indicou, em declarações hoje emitidas pelo Canal 11 e o site oficial da FPF sobre uma boa nova que para Ana Rute sucedeu “de forma inesperada” e quando se preparava para representar outro escalão, a Seleção B que se concentrará em simultâneo. “Tudo aconteceu de repente, foi contar aos mais pais, arranjar as coisas e vir para Lisboa,” conta a 10 do Condeixa.

Ana Rute descreveu a sua rotina diária, na qual apenas se treina no Condeixa ao final do dia

“O meu pai, que é o meu grande fã, ficou radiante”, revela aquela que é a única jogadora não-profissional entre o lote de convocadas, o que não interferiu minimamente na integração no grupo de trabalho, que descreve ter sido feita com muita “simpatia”. Afinal, já havia defrontado grande parte das suas colegas e partilhado balneário com outras nas seleções nacionais jovens: “as jogadoras acolheram-me super bem. Na verdade, já as conhecia a todas, pelo menos de vista, a Catarina Amado e a Diana Silva, com quem me cruzei nas seleções jovens, são grandes apoios que tenho cá dentro”, individualizou.

Ana Rute, que há algumas semanas deu a conhecer ao Lado F a forma como concilia a carreira desportiva com o ramo profissional – é licenciada em Gestão, completa o último ano do Mestrado em Contabilidade e Finanças e cumpre horário laboral na empresa da família – conta que apenas ao final do dia se treina ao serviço do Clube Condeixa, que se encontra inserido na fase de apuramento de campeão da Liga BPI. Desta forma, “possivelmente sou a única jogadora não profissional e não remunerada no leque das 25 que estão na Cidade do Futebol,” reconheceu, ainda que sem quaisquer complexos.

“Se, por um lado, isso me deixa mais ansiosa e até nervosa, por outro faz-me querer mais e focar-me totalmente no meu objetivo, que é fazer com que esta convocatória seja a primeira de muitas” e aproveitar para cumprir a estreia ao serviço de Portugal, quem sabe já na receção à Rússia, que terá lugar na próxima sexta-feira, pelas 18h30, no Estádio do Restelo, pela primeira mão do ‘play-off’ de acesso ao Campeonato da Europa de 2022, que se realizará em Inglaterra.

(Foto: FPF)

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