Craques do masculino compram equipa no feminino

A empresa constituída pelos futebolistas Thibaut Courtois e Borja Iglesias avançou para a compra do EDF Logroño, da Liga Iberdrola espanhola, da qual é a partir de agora é co-proprietária

Menos de um mês depois de ter sido anunciada a profissionalização do futebol feminino espanhol pelo próprio governo do país, eis que começam a chegar as consequências positivas desse passo: os investidores nesse mercado, sendo que neste caso em concreto se tratam de caras bem conhecidas do futebol masculino: os futebolistas profissionais Thibaut Courtois, o guarda-redes titular do Real Madrid, e ainda o goleador do Real Betis, Borja Iglesias avançam para a aquisição de um clube da principal Liga feminina, a Liga Iberdrola, com a empresa da qual são coproprietários.

Assim, para além de duas estrelas dentro do campo, Courtois e Iglesias parecem também muito bem inseridos no ramo da estratégia negocial e apostaram na compra de um clube profissional como o EDF Logroño sendo que já eram proprietários do Internacional de Madrid, um clube recentemente constituído e que tem escalado divisões no futebol masculino espanhol de forma impressionante. Agora, os planos da empresa detida pelo guardião belga e pelo atacante espanhol passam pela evolução dos dois clubes, começando por dotar o Internacional de condições para que este seja promovido à segunda liga.

Logroño anunciou pretender incutir valores exemplares às equipas masculina e feminina

Em paralelo, Courtois e Iglesias pretendem promover o investimento no futebol feminino com a entrada no EDF Logroño, que como é sabido foi finalista vencido da última edição da Taça espanhola, a Copa de la Reina, contra o poderoso Barcelona, e até conta com uma portuguesa nas suas fileiras, a internacional Raquel Infante, sendo que os detalhes da operação foram anuniados no jornal ‘AS’, que dedicou grande espaço de destaque tanto mais que neste acordo se concentra, pela primeira vez, o investimento de uma empresa de e-sports – é este o ramo de negócio da empresa de Courtois e Iglesias – no futebol feminino em concreto e tal foi anunciado com ‘pompa e circunstância’ pelo próprio clube.

“A galáxia DUX converte-se em coproprietária do clube e é com ela que compartilharemos o equipamento e o escudo na próxima temporada,” foi anunciado pelo Logroño, que junta no mesmo comunicado que “queremos treinar os valores desportivos em todas as nossas equipas, tanto masculinas quanto femininas, de forma a criar verdadeiramente o clube do século 21.” Uma afirmação arrojada e ambiciosa que mereceu uma reação carinhosa por parte de Courtois, que sobre o tema publicou que “a DUX evolui desde o e-sports e está a provar ser um modelo de sucesso.”

“Depois da DUX Inter, a chegada ao Logroño é uma ideia fantástica que também serve para apoiar o futebol feminino e o seu crescimento,” acrescentou o belga, um dos melhores guardiões do mundo em atividade e um exemplo que, quem sabe, um dia poderia ser seguido em Portugal, cujo crescimento e evolução certamente veria com bons olhos a entrada de capital, profissionalismo e inclusivamente do mediatismo de um jogador com estatuto de internacional como sucedeu com Courtois mesmo ‘aqui ao lado’, no país vizinho.

Imagem: Escuela de Fútbol Logroño – página oficial

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