Crescimento estratégico no futebol feminino

Por vezes, quando se fala em futebol feminino, parece que a modalidade está a dar os seus primeiros passos, mas a sua história já é longa. Basta vermos que o primeiro jogo oficial se realizou em 1895 com relatos de mais de 10.000 pessoas a assistir – números que, hoje em dia, muitos clubes gostariam de atingir.  

No entanto, a longa proibição de que foi alvo teve um grande impacto no seu desenvolvimento, sendo que agora, e cada vez mais, a modalidade vai procurando conquistar espaço e crescimento. 

Para isso tem contribuído o investimento feito por clubes, federações e instituições internacionais, mas também a perceção de todas as partes de que o futebol feminino deve ser incentivado e potencializado. 

É nesse sentido que as mais variadas organizações têm procurado desenvolver estratégias para a modalidade, como as apresentadas nos últimos tempos não só pela FIFA, UEFA ou ECA, mas também por várias federações, como a inglesa ou a italiana. 

Em muitas dessas estratégias consta a vontade de duplicar o número de praticantes femininas, o que no caso da UEFA, por exemplo, passaria a representar 2.5 milhões de jogadoras registadas. Esse aumento de praticantes é fundamental para que se assegure não só o futuro da modalidade, mas também para se quebrarem barreiras e alterar a perceção das pessoas em relação ao fenómeno, outro dos desígnios de várias dessas estratégias. 

Já no que respeita às competições, nota-se nas estratégias de algumas federações e instituições a intenção de tornar o futebol feminino profissional nos próximos anos. No plano europeu, o mais recente caso de sucesso é o da federação inglesa, cuja profissionalização da liga permitiu celebrar um contrato histórico com a Sky Sports e BBC para a transmissão dos seus jogos e que renderá cerca de 8M € por época, de acordo com dados da imprensa inglesa. 

Pensar estrategicamente o futebol feminino tem-se mostrado cada vez mais crucial para o seu desenvolvimento e crescimento numa fase em que a modalidade tem vindo a ganhar mais espaço e numa altura em que todos procuram recuperar alguns dos anos perdidos. 

Sofia Oliva Teles

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