“Dei um grande salto e estou com o bichinho de poder mostrar o que treinei”

Medalhada de bronze nos Jogos Europeus em 2019, Patrícia Esparteiro é uma das atletas portuguesas na corrida aos Jogos Olímpicos e para a karateca do Braga o adiamento da competição, devido à pandemia, teve pontos positivos, como nos explica. “De certa forma, acabou por ser bom. Estávamos em março, quando iniciámos a quarentena e eu já estava um pouco stressada, a pensar que já precisava de seis meses ou mais para me preparar. Fica sempre o sentimento que se podia fazer mais um pouco”, diz Patrícia, lembrando que o torneio de qualificação olímpica, previsto para maio e que apura diretamente três atletas para Tóquio, terá lugar em junho.

“Para mim, foi super bom, porque a altura em que tudo decorria com normalidade, tinha campeonatos fim de semana sim, fim de semana não, ou seja, treinava para competir. Durante a quarentena comecei a desconstruir tudo. Fui passinho a passinho, a começar do zero e trabalhar de base. Em termos técnicos, felizmente deu para evoluir imenso e dei um grande salto”, refere, ansiosa pela competição.

“Tenho saudades e quero pôr em pratica tudo o que treinei na quarentena. Estou com esse bichinho de poder mostrar o que treinei nestes meses”, completa a karateca do Braga, que não compete desde o início de março.

O karaté foi considerado pela DGS como modalidade de alto risco, algo que gera discórdia.

“Somos completamente baixo risco, competimos num espaço de 8 por 8m, sozinhos, é impensável ser alto risco”, diz, sobre a disciplina que pratica: kata.

“Toda a gente nos considera de baixo risco e para mim, mesmo em kumite. Se se avaliam modalidades como andebol ou voleibol de médio risco, porque havemos de ser alto risco? Quando há projeções ou se agarra, sim considero alto risco, mas o combate em si, consideraria de médio risco e qualquer combate não tem a duração de um jogo de andebol, por exemplo”.

Patrícia Esparteiro visa os Jogos Olímpicos

Inserida no projeto olímpico, Patrícia só se dedica ao karaté e a recente mudança para o Braga proporciona outro tipo de acompanhamento do treinador Joaquim Gonçalves, que a segue desde os 14 anos [Patrícia tem 26].

“Agora vou muito mais vezes a Braga, mas já ia, porque o Joaquim é selecionador. A maior mudança foi essa, em termos de treino individual. Antes era apenas atleta de Seleção, agora é o meu treinador a nível pessoal e a atenção é maior”, sublinha Patrícia, considerando que o apuramento para os Jogos “é mais difícil do que propriamente os Jogos”. “Claro que as atenções estão nos Jogos, mas o apuramento é o grande objetivo esta época”.

O regresso à competição deverá acontecer apenas em janeiro.

Foto principal: site SC Braga

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