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“Em união e garra ninguém nos vence”

A Seleção Nacional de futebol de praia terminou a primeira etapa da Liga Europeia com registo de duas vitórias (Chéquia e Itália) e uma derrota (Espanha). A Portugal bastará um triunfo sobre Ucrânia ou Inglaterra, em setembro, para selar presença na final four da competição, o que atesta a evolução da equipa das Quinas, criada há um ano. Na Nazaré, com o hat-trick à seleção italiana, Joana Flores acabou por ser a eleita a MVP e melhor marcadora portuguesa da prova e faz um balanço positivo, pese o desaire com Espanha. “Há derrotas que nos fazem aprender mais do que as vitórias. Espanha foi superior, mas faltou treino e essencialmente o entrosamento de quem ainda não tinha pisado areia este ano, conjugado com os poucos treinos táticos”, diz, Joana Flores. A situação explica-se pela prática de futebol de onze, ou futsal de muitas das jogadoras, o que impede o maior tempo de trabalho conjunto. Por exemplo, Jamila Martins e Joana Meira saíram diretas da final entre Fofó e Ouriense para o estágio da Seleção, que era em Rio Maior, palco do jogo. No caso de Joana, o treino começou em março/abril com Luíza Meza e alguns homens. Esse factor, conjugado com a recente Euro Winners Cup para oito das convocadas por Alan Cavalcanti permitiu atenuar a falta de entrosamento e deixar bons indicadores para o futuro.

Em Alghero, em setembro, Joana traça como objetivo vencer os dois jogos e em termos individuais até relativiza o hat trick do passado fim de semana. “Não ligo muito, porque é mesmo fruto do trabalho coletivo. O que temos a mais em relação às outras equipas é união e garra. Em união e garra ninguém nos vence. Foi isso que me fez querer mais e o trabalho feito desde abril foi uma recompensa e jogar com o símbolo de Portugal ao peito cresce-se em maturidade, orgulho e dá motivação extra, além de jogar em casa, com o nosso público, sem esquecer a transmissão televisiva que permite à família que está longe ver-nos. Motiva”, refere Joana, agente da PSP (foi bastante felicitada pelos companheiros de profissão) e natural dos Açores, onde residem os familiares.

Também o selecionador Alan, cuja carreira fala por si, deixou palavras elogiosas ao grupo e a Joana pelo feito de ser a MVP, mas alertou para o facto de nada mudar e da necessidade de continuar a evoluir.

Para Joana, que esta terça-feira volta aos treinos, no próximo fim de semana, há segunda jornada no campeonato pelo Sótão, primeiro campeão nacional da história. “O foco é revalidar o título e tem sido bom para o futebol de praia que haja mais clubes, o que aumenta a competitividade e por inerência abre o leque de opções para a Seleção. Continua a não ser fácil encontrar meninas para jogar e é bom que haja mais equipas”, sublinha Flores, que em 2018 já tinha representado a equipa do Sporting, pelo que o futebol de praia não lhe é desconhecido.

O lamento pelo Futebol Benfica

Segunda casa de Joana Flores, como nos diz, ou não fossem os 10 anos ao serviço do Futebol Benfica, com uma paragem pelo meio, a avançada até iniciou a época no Fofó, fez alguns jogos, mas os compromissos profissionais acabaram por ter peso no adeus ao futebol. Apesar disso, sempre que pôde, esteve na bancada a apoiar e fê-lo em Rio Maior, na inglória final com o Ouriense. A açoriana viveu os melhores anos do clube lisboeta, bicampeão nacional e partilha o sentimento de desilusão, face à impossibilidade de subir por questões administrativas. “É uma situação bastante complicada, porque estão a deitar fora uma época de trabalho de uma equipa, todos os esforços do clube, jogadoras, equipa técnica. Por motivos que desconheço falhou-se a entrega de um documento que dita este desfecho”, lamenta Joana Flores, que marcou um golo em seis jogos.

Foto: FPF

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