O regresso do Gil Vicente aos triunfos na Liga BPI fez-se graças ao cabeceamento certeiro de Cláudia Brás, na sequência de um canto. Em partida antecipada da sétima jornada da zona de manutenção da zona norte, a avançada portuguesa marcou à Ovarense aos 51′ e deu os três pontos à turma de Barcelos (1-0), quarta classificada com nove pontos, a dois do segundo posto que dá a permanência automática, tendo ainda um jogo em atraso.

“Esta vitória contra a Ovarense foi muito importante. Dependemos apenas de nós para garantir a permanência e por isso somar pontos é fundamental. Estamos na luta pelo nosso objetivo e para isso temos que encarar cada jogo como que de uma final se tratasse. Na semana passada [contra o Valadares] cometemos alguns erros, mas estamos a trabalhar no sentido de melhorar o desempenho da equipa”, afirma a avançada, também conhecida no meio por Bekas.

Depois de 26 golos na época anterior, que não chegou ao fim, devido à covid-19, a atacante totaliza 4 golos no escalão máximo e diz-se pronta para mais tiros certeiros, sejam eles de cabeça ou não. “Acho que posso considerar o jogo aéreo uma arma pertinente, principalmente em bolas paradas, porque tenho boas recordações de marcar golos de cabeça decisivos, em eliminatórias de taças e a resolver jogos de campeonatos. Eu entro sem medo nas bolas tensas e isso foi crucial para marcar neste jogo. Estou certa de que levo dezenas de golos de cabeça na minha bagagem. À frente da baliza, não se podem desperdiçar oportunidades, por isso gosto de fazer golos de todas as formas e feitios”, sublinha Bekas que já tinha bisado com o Cadima, naquele que foi o primeiro triunfo do Gil Vicente na liga.

Para já, a jogadora de 30 anos não quantifica metas quanto a número de golos. “É sempre bom marcar golos e dá-me confiança. Se forem daqueles que resolvem jogos, isso então torna-se especial. Mas o mais importante é que o Gil Vicente continue neste bom momento e a pontuar. A minha meta é conseguir sempre mais e melhor em função da equipa e representar bem o clube”, assume.

O Gil foi uma das muitas formações assolados pela covid-19, o que forçou paragem forçada e Bekas, que trabalha numa pastelaria, considera que a ausência de treino normais e competição foi complicada. “As paragens prejudicam muito as equipas. Nós fomos mantendo treinos físicos cada uma em particular, mas perdemos as rotinas de treino e o ritmo dos jogos. Isso quebra muito as dinâmicas da equipa e isso foi notório no jogo anterior contra o Valadares. Mas quase todas as equipas já passaram por isso. Está difícil controlar esta pandemia”, conclui.

Foto: reprodução site Gil Vicente FC

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