Tendo em perspetiva a realidade e os resultados da equipa do Almada do seu primeiro ano de atividade da sua estrutura feminina e o que se vai desenrolando no ano que se seguiu, a presente época, a comparação certamente trará um sorriso de esperança a quem lidera o clube, como é o caso do presidente almadense, João Vieira. Afinal, o emblema da Margem Sul do Tejo passou de uma época inteira apenas com derrotas a uma seguinte na qual se encontra bem inserido numa das mais disputadas Séries da III Divisão, a Série G, e ainda venceu duas partidas na Taça de Portugal.

Nessa última competição, um lapso numa ficha de jogo levou ao impedimento de realizar a 2ª eliminatória ante o Lusitânia de Lourosa depois de ter levado de vencida Sintrense e Meirinhas, ambos na sua ‘fortaleza’, o Estádio do Pragal, a partir de onde se acredita que o futebol feminino veio mesmo para ficar neste histórico clube…e com o pensamento de lançar também a formação nesse setor. “O Almada sempre foi um clube formador, desde aqui há alguns anos que não havia infantis nem benjamins, só havia de iniciados para cima e com todas as suas equipas a disputar campeonatos nacionais,” recorda.

“Agora já temos essas equipas, também iniciados, juniores…já temos toda a formação e em relação ao feminino o futebol no Almada começou no ano passado, nunca tivemos futebol feminino antes, deram-nos a notícia de que o Mister Rui Lourenço estava disponível para vir para o Almada e começar um projeto do zero no feminino e como ele é uma pessoa muito por dentro do futebol feminino, nós aproveitámos a disponibilidade dele para começarmos o futebol feminino no clube no ano passado e achámos interessante porque o futebol feminino está em ascensão,” explica o presidente do Almada.

Pensamento de João Vieira e respetiva direção resume-se a garantir estabilidade de trabalho

Apostar no segundo ano numa ideia que não obteve resultados no primeiro ano – o Almada perdeu todos os jogos que disputou em 2019/2020 – representa um exemplo de persistência e confiança no trabalho realizado. João Vieira não se mostrou minimamente preocupado com essa situação: “vamos ver – na época passada foi o ano zero, portanto o objetivo não era ter grandes resultados desportivos, era começarmos a construirmo-nos de raiz na organização de uma equipa de futebol feminino e depois aproveitar os conhecimentos do Rui e da equipa técnica,” assim explanou o pensamento do clube.

“Conseguimos catapultar para a equipa do Almada outras jogadoras com outra técnica, outra experiência no futebol feminino e isso já está a acontecer este ano. Este ano chegaram 9 ou 10 jogadoras novas e este ano já teremos outras ambições relativamente ao ano passado, que era o ano zero,” declara. Resumindo: um primeiro ano para a criação, um segundo para cimentar o projeto desportivo: “o entender da direção é que independentemente do que seja, masculinos, femininos, seniores, o que seja, é que quem traça os objetivos não é a direção,” indica o presidente do clube que às suas portas tem o Cristo-Rei.

“São os treinadores que definem os objetivos porque primeiro eles é que conhecem a própria equipa e depois eles é que conhecem os adversários. Eles é que sabem até onde podem chegar, não somos nós, perante jogadoras amadoras ou equipas técnicas amadoras, que vamos impor objetivos,” assegurou João Vieira, que pretende deixar claro que no que respeita ao setor feminino do clube a que preside a equipa técnica liderada por Rui Lourenço dispõe de toda a confiança, legitimidade e liberdade para trabalhar sem pressões, pensando primeiro na estabilidade e só depois nos objetivos desportivos.

Imagem: Almada Atlético Clube – página oficial

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