Estreia da RPower no Bravo continua adiada

O adiamento da eliminatória da Taça de Portugal que se encontrava agendada para esta sexta-feira obrigará a Racing Power a aguardar mais algum tempo para realizar a estreia na sua nova casa, o Estádio do Bravo

Desde janeiro com a sua atividade em suspenso – a III Divisão, como competição amadora não equiparada a profissional, foi obrigada a parar a partir do momento em que foram implementadas as mais rígidas medidas de confinamento geral em Portugal – o Racing Power FC tem tido a Taça de Portugal, prova na qual pretende constituir a maior surpresa da temporada, em ponto de mira, tendo prevista a receção ao primodivisionário Atlético Ouriense, ainda que já adiada, e pela segunda vez devido, também, às medidas restritivas por força da pandemia.

Assim, a reabertura do mercado trouxe saídas e também entradas. Para começar, as saídas já confirmadas – por opção própria a extremo Solange Cardoso regressou ao Sintrense, clube que representava até à época transata e pelo qual chegou mesmo a estrear-se na III Divisão ao serviço do emblema da Portela de Sintra antes da paragem, e também a atacante Manaus, que rumou a Cabo Verde para cumprir a quadra natalícia e não regressará ao clube, dado ter tido a sua ligação rescindida no início do mês.

Também a guarda-redes Sara Trindade deixou de fazer parte do plantel comandado por Ricardo Miguel Vieira, assim como a defesa central Madalena Louro. Para contrapor a estas saídas, o emblema criado esta temporada procurou tornar o seu plantel ainda mais preparado para as exigências que pretende e nesse sentido Isabella Conceição, de 20 anos, que na temporada transata alinhou junto de várias das suas atuais companheiras e perante este mesmo treinador no Paio Pires, que disputou a II Divisão em 2019/2020 e desativou a sua equipa, reforçou a frente de ataque.

Clube da Margem Sul do Tejo promoveu saídas para avançar para algumas entradas de monta

Isabella ainda chegou a ter a experiência de representar o novo clube em jogos oficiais, pois estreou-se na goleada aplicada no reduto do CAC Pontinha. A mesma sorte não tiveram as restantes entradas na RPower que no mercado se havia destacado pela capacidade de recrutar no primeiro escalão, a Liga BPI, no qual conseguiu inclusivamente recrutar numa equipa que disputa a fase de apuramento de campeão como o Marítimo, onde alinhava a defensora Andreia Silva, de 21 anos e que representará, pela primeira vez, uma equipa fora do arquipélago da Madeira.

Bem mais experiente será a contratação até ao momento de maior renome neste mercado invernal, Cláudia Tecedeiro, que aos 23 anos cumpria a sétima temporada consecutiva no principal escalão do futebol feminino português, seis delas realizadas ao serviço do A-dos-Francos, do qual se despediu rumo a um projeto que visa escalar, tão depressa quanto possível, os dois escalões que separam a RPower da divisão máxima. Por esse motivo o clube avançou para a contratação da extremo e ainda de outras duas jogadoras oriundas do estrangeiro, mais precisamente dos EUA.

A meta passa pelo reforço em quantidade e qualidade das opções à disposição da equipa técnica quando for dado aval para o retorno das competições para o jovem e ambicioso clube dos arredores de Almada que fazia do Campo Pepita, na Trafaria, Margem Sul do Tejo, o seu ‘quartel-general’ até que no início do ano civil deu a conhecer um protocolo com o Seixal FC que permitiu passar, com efeitos imediatos, a utilizar o Estádio do Bravo, no Seixal, como casa para treinos e jogos oficiais. A estreia, essa, fica adiada, uma vez que a receção ao At. Ouriense se encontra adiada sem data anunciada para a sua realização.

Imagem: Racing Power FC – departamento de marketing e comunicação

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