Estudo aponta ao crescimento no futebol feminino

No dia Internacional da Mulher, o Portugal Football Observatory, nova plataforma com chancela da FPF, lançada hoje, 8 de março, apresenta um estudo sobre futebol feminino onde é evidente o aumento do número de jogadoras de futebol federadas na última década, até à paragem forçada devido à pandemia. De 3437 atletas em 2010/11 passou-se para 9662 praticantes, um aumento de 181 por cento. Todavia, apenas 16 por cento dos clubes têm atletas femininas e somente 1 por cento entre os 5 e os 19 anos.

Destacando-se a margem de crescimento, o estudo aponta à importância da oferta dos clubes como fonte de angariação e retenção, numa altura em que a pandemia ditou uma diminuição de atletas.

O Portugal Football Observatory está integrado na Portugal Football School, a unidade federativa de investigação e desenvolvimento, e é fruto da colaboração com a Unidade de Saúde e Performance e o departamento de Inteligência e Serviço ao Adepto, elencando que em 1360 clubes até à paragem pela covid-19, só 220 tinham pelo menos uma equipa de futebol feminino.

Intitulado “Como angariar e reter mais no futebol feminino”, o estudo deixa patente que o amadorismo e horários pós-laborais dos treinos, na maior parte dos casos em Portugal, aliado à menor perspetiva de carreira, são factores para o abandono da modalidade. 28 por cento das inquiridas respondeu que o principal motivo para o abandono foi a incompatibilidade de horários e 20 por cento aponta aos estudos (entrada para o Secundário ou faculdade).

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