Famalicão e Mylena despedem-se com reconhecimento mútuo

O final de tarde desta sexta-feira trouxe a primeira movimentação de mercado, neste caso uma saída, do plantel do Famalicão: a influente Mylena Freittas deixa o clube, a três jornadas do final da Liga BPI, rumando ao Shanghai Shengli FC, terceiro classificado da SuperLiga chinesa em 2020. O anúncio foi feito pelo próprio clube minhoto na sua página oficial de Instagram, em comunicado. “Agradecemos à jogadora o empenho e dedicação com que sempre envergou a camisola do #vilanova,” pode ler-se. Seguiram-se depois palavras de agradecimento à atleta brasileira pela sua conduta.

“Agradecemos também a forma como as negociações foram conduzidas, mantendo sempre os interesses do FC Famalicão acima de todos os outros. Esta venda, histórica para o clube e para o futebol feminino português, não mais simboliza do que o afinco com que diariamente o FC Famalicão tenta fazer mais e melhor. Desejamos o maior sucesso e todas as conquistas à Mylena e que, no futuro, o futebol feminino português e, em particular o FC Famalicão, continuem a ser exemplo de talento,” acrescenta o Famalicão na nota publicada sobre esta venda cujo encaixe não é do conhecimento público.

O anúncio desta transferência, nomeadamente neste momento da temporada, para o Shanghai Shengli, não deixou de constituir surpresa e a própria Mylena, contactada pelo Lado F, explica como tudo aconteceu, confirmando ainda que a sua saída será para o imediato, pelo que já não fará parte das opções para a receção ao Torreense, agendada para a manhã deste domingo. “Então, tudo aconteceu pelo meu empresário Jaime Catão; foi ele quem tratou de tudo isso e chegou com essa proposta! E sim, é para o imediato!,” exclamou, satisfeita por este passo em frente na carreira.

Brasileira explica que o anúncio da saída nada tem que ver com o rendimento da equipa

Mylena acabou por cumprir apenas 8 meses em Portugal, mas com tremendo impacto: 9 golos em 18 jogos disputados. Números que expressam bem a qualidade desta criativa que durante a temporada na presente edição da Liga BPI jogou solta no ataque famalicense e também nas alas ofensivas. Onde gosta mais de jogar e onde considera ter maior rendimento, nem a própria brasileira tem certeza: ”sempre joguei como extremo; tanto na direita quanto na esquerda! Sinto-me bem nesse posicionamento; mas também gosto de atuar pelo meio e criar jogadas,” explicou a ex-craque do Famalicão.

A experiência no futebol português apesar de curta, foi o suficiente para um passo em frente. “Com certeza! Foi uma experiência e tanta está aqui; o futebol português é diferente do Brasil! Então aprendi coisas novas, fico feliz por isso,” acrescenta, grata, Mylena, que explicou também o timing do anúncio da sua saída, logo depois da derrota com o Benfica, que terá sido propositado por escolha pessoal e não pelo facto de a equipa ter visto muito reduzidas as possibilidades de ainda chegar ao título nacional. “Não! Foi uma escolha pessoal deixar para falar depois, até porque o campeonato ainda não acabou,” afirma.

“Tudo pode acontecer, ainda faltam 3 jogos! A esperança é a última que morre!,” transmite a atleta de apenas 20 anos que vinca a importância que teria para si deixar o clube com um título conquistado na época de estreia – e única, visto estar de saída – em Portugal. “Não está a ser fácil sair, deixar o trabalho que foi e vem sendo feito, deixar as pessoas! O futebol é feito assim, de decisões,” conclui Mylena, que indiscutivelmente foi das mais influentes jogadoras do Famalicão edição 2020/2021.

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