Em domingo de acerto de calendário na Liga BPI, com um desafio a realizar-se em cada uma das séries de manutenção, a Norte foram Gil Vicente e Ovarense acertaram uma inversão de calendário e nesse sentido disputaram em Carapeços, local no qual o Gil atua como visitado, um encontro antecipado da 7ª jornada. A antecipação desta partida não deixou de preencher um atraso das duas equipas ao nível das jornadas realizadas, visto que a 2ª jornada, que prevê a deslocação do Gil Vicente a Ovar, havia sido adiada devido a um surto de COVID-19 detetado no plantel das minhotas.

Ovarense e Gil Vicente passaram a 2ª jornada para meados de março e acordaram disputar, neste fim-de-semana de paragem do campeonato, a abertura da 7ª jornada num encontro entre duas equipas de qualidade equiparada, que disputam o mesmo objetivo e não se conseguiram exercer uma superioridade vincada entre si. Melhor colocada na classificação, a equipa visitante destacou-se particularmente nos extremos da primeira metade – no período inicial e nos minutos que antecederam o intervalo, no entanto sem conseguir desposicionar o setor defensivo da equipa de Barcelos.

Por seu turno, o Gil Vicente apresentou bons períodos na metade inicial, justificava o nulo ao intervalo e entrou muito bem na etapa complementar, abrindo o marcador logo nos primeiros minutos fazendo uso da bola parada – canto batido por Catarina Machado e bem colocado na área e para a cabeça da sua parceira de ataque, Cláudia Brás. A vantagem conferiu naturalidade às gilistas, que demonstraram mais critério na gestão do resultado perante uma Ovarense que procurou introduzir alterações, mas não chegou com perigo à baliza adversária.

Gil Vicente relançou-se na luta pela permanência e o seu treinador mostrou satisfação

Faltou inspiração às vareiras perante um Gil Vicente que geriu melhor as suas emoções…e as do seu adversário, conquistando com mérito um triunfo conseguido através de um único golo, é certo, mas bem representativo das aptidões do conjunto de Barcelos – bem preparado na bola parada ofensiva e muito competente na condução e posse de bola. Desta forma, reforçou a sua candidatura na luta pela permanência, igualando a primeira equipa abaixo da ‘linha de água’ e colocando-se a dois pontos desta mesma Ovarense, que ocupa o desejado segundo posto, que garante a manutenção no imediato.

O triunfo alcançado relança o Gil Vicente nesta acesa disputa, dado ter ainda um jogo por disputar e precisamente ante um rival direto, o Boavista, agendado para meados de abril. Até lá, as gilistas parecem em crescendo e nesse sentido no final do encontro o seu técnico, Carlos Celso, era a voz da satisfação. “Temos treinado para isto, tivemos algumas dificuldades pois estivemos três semanas parados…fizemos poucos pontos na 1ª fase e eu entrei há dois meses. A manutenção direta é o objetivo de toda a gente e tive oportunidade de ver o jogo entre Boavista e Ovarense, são duas boas equipas,” considerou.

“Há que tentar conquistar todos os pontos em todos os jogos,” concluiu o treinador do Gil em declarações à rádio AV FM, junto da qual também Rogério Mendes, técnico ovarense, lamentou o resultado obtido. “Temos de dar mérito ao Gil Vicente, que disputou um jogo organizado e com confiança. A substituição da Patrícia Dias (NDR: saiu aparentemente tocada) estava planeada e fiz apenas duas alterações porque pensei que a equipa que estava em campo tinha energia. A Jéssica Silva e a Joana Sousa têm mérito, mas queria ver o que a mudança de sistema tático ia dar,” justificou o técnico após o desaire da sua equipa.

Imagem: Gil Vicente Futebol Clube – página oficial

Deixe um comentário!