‘Guardiã do futuro’ mereceu a atenção do Benfica

A islandesa Cecilia Rán Rúnarsdóttir, que rumará à Suécia e deverá seguir depois para o Everton, chegou a ser forte hipótese para reforçar as águias. Portugal já entra na corrida pelas melhores

Em virtude não só do profissionalismo cada vez maior a nível de estruturas no futebol feminino como também ao nível do scouting a disputa internacional pelos maiores talentos do panorama feminino é cada vez mais acesa. Neste caso concreto, terá sido o Everton a ganhar uma corrida que teve lugar na… Islândia, onde o principal prodígio responde pelo nome de Rúnarsdóttir e ao que tudo indica terá Inglaterra como destino a médio prazo, tendo à sua espera uma ligação de quatro anos com o clube de Merseyside, revelado recentemente pelo site ‘Goal’. Mas não para já.

Dada a tenra idade de Cecilia Rán Rúnarsdóttir (17 anos), só mais tarde o Everton deverá anunciar oficialmente a contratação desta promessa das balizas internacionais que já representa a seleção principal da Islândia e que só em julho atinge a maioridade. Deverá ser nesse mesmo dia que as ‘toffees’ anunciarão a sua chegada, depois de terem conseguido prevalecer sobre uma série de concorrentes pelos seus préstimos, incluindo um outro conjunto que igualmente milita na Women’s Super League como o West Ham e em outras latitudes – também o Sassuolo, em Itália, e o Benfica se terão posicionado para a contratar.

As águias terão feito perto parte do rol de interessados naquela que poderá vir a ser uma das melhores do mundo na sua posição no futuro dada a sua elevada estatura – mede perto de 1,90 metros – e precocidade. No entanto, não conseguiram levar a melhor nesta corrida por Rúnarsdóttir, que esteve à conversa com o Lado F, ao qual revelou que “mais equipas mostraram interesse e procuraram-me” e confirmou que iniciará a presente temporada ao serviço do KIF Orebro, que disputa o AllSvenskan, Liga principal da Suécia, ao que tudo indica a título de empréstimo por parte do Everton.

Cecilia Rúnarsdóttir ostenta estatuto de prodígio no seu país e é olhada com muita esperança

No entanto, tal como está habituada a fazer em campo, a islandesa jogou na defensiva relativamente a esse processo: Cecilia Rán Rúnarsdóttir nega já ter assinado com o Everton e indica que “agora juntei-me ao Örebro, na Suécia, por um ano mas o Everton tem mostrado bom interesse em mim há muito tempo, por isso vamos ver o que vai acontecer”. Tudo isto depois de em 2020 ter sido considerada a Jovem Jogadora do Ano na Liga islandesa, resultado de uma temporada que a levou a estrear-se como internacional A pelo seu país.

No âmbito de um triunfo por 1-0 sobre a Irlanda do Norte há pouco mais de um ano, a 4 de março de 2020, a guardiã tornou-se a mais jovem do seu país e na sua posição a estrear-se entre as principais numa impressionante estreia sénior ao nível de seleções com apenas 16 anos. A partir dessa altura, Cecilia Rán Rúnarsdóttir não mais deixou de ser chamada a representar a Islândia e logo num momento em que a nação se prepara para a disputa do Campeonato da Europa, a realizar no próximo ano e que poderá representar a primeira participação numa competição internacional com apenas 18 anos.

Certamente o maior passo da carreira de Cecilia Rán Rúnarsdóttir até ao momento. “Sim, claro, o Euro é algo realmente grande mas agora quero apenas focar-me em dar-me bem aqui no Örebro para tentar estar na equipa para o Europeu,” no qual a Islândia já tem lugar assegurado e cuja primeira opção para a baliza, Sandra Sigurðardóttir, contabiliza 34 anos…o dobro da sua idade. Assim, na pequena e fria nação no Norte da Europa parece residir, de mão dada, o presente e o futuro e esse parece destinado para Cecilía Rán Rúnarsdóttir.

Cecilia Rán Rúnarsdóttir destaca-se pela precocidade – apenas 17 anos de idade – e pela elevadíssima estatura, aspetos que não passaram despercebidos ao Benfica

Caso chegue a Inglaterra, espera-se um fantástico duelo pela baliza do Everton

“Sim, se continuar a trabalhar duro todos os dias penso que posso ir tão longe quanto quiser,” aponta a guardiã, que em Inglaterra terá sido um pedido expresso para Willie Kirk, técnico que no final de 2018 assumiu o comando técnico do Everton e passou a liderar um projeto que pretende puxar para si os principais jovens valores ingleses e internacionais, como é o caso de Runarsdottir. No que diz respeito à baliza, prevê-se uma disputa de incrível qualidade dado que a atual titular é Sandy MacIver, esperança inglesa contratada em janeiro após ter concluído a sua licenciatura nos EUA.

Também em MacIver, assim se concretize a mudança de Cecilia para o Everton, representará um importante foco para a islandesa dado já se encontrar entre as melhores guarda-redes da WSL e já se ter estreado como internacional A pela Inglaterra. Um verdadeiro ‘duelo de titãs’ que se perspetiva em Liverpool, dado que Cecilia Rúnarsdóttir chega com um incrível estatuto de recordista na Islândia, dado ter disputado o primeiro encontro oficial sénior com apenas 13 anos, o que significa que já conta com quatro anos de futebol sénior…quando ainda não atingiu sequer a maioridade.

Estar habituada a tão grande exigência apenas pode representar uma vantagem para o futuro – é esse o pensamento de Cecilía Rán Rúnarsdóttir. “Penso que tenho muita sorte por ter tido as oportunidades que tive tanto no clube em que cresci e no Fylkir, ao qual me juntei quando tinha 15 anos e serei sempre grata pela confiança que tive por parte dos meus treinadores quando decidiram pôr-me a jogar quando era tão nova. Por isso sim, penso que e minha experiência vai beneficiar-me no futuro,” sorriu, de forma tímida e humilde a guarda-redes que pode vir a marcar a próxima geração no futebol europeu.

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