Está parado a nível presencial, mas ainda assim o Sporting não deixa de monitorizar os seus principais talentos. Bastará olhar para os tempos mais recentes e à comunicação regular de vários contratos de formação por parte da entidade leonina para perceber que a porta está aberta para os valores a desenvolver no futuro e um dos mais jovens já trabalha no âmbito do Pólo Universitário – com apenas 13 anos, Matilde Nave reúne para já o carinho dos responsáveis verdes e brancos e a firme convicção de que poderão nos próximos anos torná-la num valor seguro do futebol feminino português.

Matilde cumpre ainda a primeira época ao serviço dos leões, tendo reforçado os leões a partir da Academia Desportiva CCMI, de Leiria, zona da qual é natural e na qual continuava a treinar-se. Ou seja: devido à distância ainda bastante razoável entre a sua área de residência e o Estádio Universitário, em Lisboa, a jovem atleta dividia o seu microciclo semanal entre um treino com as suas novas companheiras nas sub-15 sportinguistas, às quintas-feiras, e a equipa de Iniciados masculinos da ADCCMI, que a revelou e ao serviço da qual chamou a atenção do Sporting.

“Nunca pensei que isso fosse acontecer, mas quando me chamaram foi um sonho”, confessou a pequena e muito talentosa jogadora para quem o confinamento tudo mudou… por enquanto. Mais cedo ou mais tarde, a sociedade controlará esta pandemia que afetou o normal funcionamento de todas as atividades em geral e que em particular impediu que meninos e meninas da faixa etária de Matilde pudessem continuar a desenvolver as suas aptidões nos relvados nacionais. De qualquer forma, quando o futebol de formação tiver luz verde para regressar, a talentosa atleta voltará à rotina.

Polivalência é reforço do potencial

O plano está definido: será testada perante rapazes, tal como sempre fez em Leiria. Para o fazer, necessita de uma grande dedicação ao trabalho e ambição em chegar longe para o esforço suplementar de uma longa viagem semanal. “Venho com duas meninas, eu e mais duas meninas de Leiria. Entre o meu pai e os dois pais delas, nós trocamos sempre a vinda. Por exemplo: o meu pai vinha hoje, para a semana vinha outro pai. Acredito que vai valer a pena, eles no início tiveram algumas dificuldades em vir a Lisboa, mas depois, com a ajuda do Sporting, eles puderam fazer essas viagens,” explica a jovem.

Matilde detém o gosto pelo desporto e a capacidade para o praticar e identifica que “no início jogava como avançada e depois comecei a jogar mais como ala esquerdo e também gosto de jogar a médio, gosto de distribuir um pouco o jogo”. Dada a juventude e os anos de progressão que tem pela frente, estará aqui um verdadeiro ‘diamante por lapidar’ para os leões, capaz de jogar em todos os setores do campo.

Seja como avançada, médio ou como ala esquerdo – apenas no domínio do futebol de sete, o que deixa subentender que aquando da retoma da atividade poderá, quem sabe, ser experimentada nas posições de lateral ou extremo esquerdo, as opções são múltiplas para que Matilde Nave possa singrar de leão ao peito. E o mais importante está garantido: joga por gosto pela modalidade e com total apoio familiar e da estrutura da formação do Sporting, que neste momento é a grande prioridade.

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