Neto acompanha a evolução de todas

Na conferência de imprensa de antevisão à receção de Portugal à Rússia pela 1ª mão do play-off de acesso ao Euro 2022 em futebol feminino, Francisco Neto explicou que o seu leque de observação não se resume às jogadoras convocadas, elogiando o desenvolvimento de todas as selecionáveis

Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro referente à primeira mão do play-off de acesso ao Euro 2022, ante a Rússia no Estádio do Restelo, o selecionador nacional feminino, Francisco Neto, transmitiu a sua total confiança a todas as jogadoras que convocou, incluindo as duas estreantes absolutas que incluiu na convocatória, Ana Rute e Ana Dias, que foram chamadas em substituição de Vanessa Marques e Diana Silva, mas também de Jéssica Silva, que apenas se juntará à comitiva em Moscovo para a disputa da segunda mão.

O técnico nacional não se escusou a comentar sobre estas duas atletas, que revelou estarem há muito no seu espectro de observação: “as convocatórias nunca foram fechadas e sempre tivemos espaço para as jogadoras. Acho que dizer que a Ana Dias é jogadora do Zenit…é, verdade, mas ela fez a primeira parte da época no Amora e com competência. Sempre foi seguida por nós, são duas jogadoras que estiveram connosco em espaço de Seleção B, infelizmente fruto da pandemia não pudemos ter Seleção B antes e só começámos agora esses trabalhos,” assinala o treinador.

São jogadoras que já estão na nossa lista e têm estado, de há muito tempo para cá, na nossa lista em standby, jogadoras passíveis de serem convocadas, fizemos o acompanhamento delas de proximidade, como temos de todos os jogos da Liga BPI, que são filmados pela estrutura técnica nacional. Nós estamos perto e se elas estão cá é porque têm valor, competência e podem trazer algo diferente ao grupo. Como é lógico, também precisam do seu espaço de adaptação, não é fácil porque é um grupo competente e que já se conhece bem, com ideias bem enraizadas,” acrescenta Francisco Neto.

Francisco Neto elogiou o grupo de trabalho, que “recebe bem” quem chega pela primeira vez

O selecionador nacional insiste na ideia de que “não é fácil a uma jogadora chegar e de um dia para o outro ter logo o conhecimento total da ideia de jogo que queremos implementar, mas sem dúvida nenhuma de que elas têm tido valor, são altamente trabalhadoras, querem muito aprender. Portanto, estão super bem integradas e as mais velhas – quando digo mais velhas, digo as que cá estão há mais tempo e não a nível de idade – têm feito um trabalho fantástico para integrá-las, como tiveram com a Kika, a Jacinto, a Alícia…é um grupo que recebe bem.”

“Isso facilita depois, quando elas passam para dentro de campo, sentem-se completamente à vontade e nota-se a cada dia que vai passando que elas estão mais dentro da nossa ideia de jogo e a partir desse momento, o momento em que estão cá, são opções para nós. Sabemos o que é que cada uma delas poderá dar e em que momento de jogo elas nos poderão dar essas situações, são mais duas armas que temos e estamos muito contentes pela presença delas e pelo que elas têm vindo a fazer,
” completou Francisco Neto, que encontra cada vez mais dificuldades para formular uma convocatória.

Francisco Neto assinalou a importância de todas as jogadoras selecionáveis, desde as atletas mais antigas do grupo até às que não foram ainda convocadas mas estão devidamente identificadas pela equipa técnica que comanda Foto: Filipe Amorim / Lado F

Selecionador considera a elevada quantidade de jogadoras à disposição “um bom sinal”

As opções de qualidade aparecem em cada vez maior quantidade e nesse sentido, quando colocado perante os nomes de Ágata Filipa e Regina Pereira (Sp. Braga), Matilde Fidalgo e Lúcia Alves (Benfica), Bruna Lourenço, Mónica Mendes e Rita Fontemanha (Sporting), que não figuram na sua convocatória, o técnico respondeu com…outros. “Acho que é demasiado redutor estarmos a mencionar apenas esses nomes, são jogadoras que já trabalharam connosco, que estão connosco, mas há as Limas (NDR: Cláudia Lima) do Valadares, as Rita(s) Coutinho(s) do Albergaria…há a Laura Luís no Sp. Braga, há a Bárbara (NDR: Santos), do Marítimo…”

“Portanto, temos aqui muitas meninas e jogadoras que podem estar connosco, sem dúvida nenhuma, e aquilo que quero frisar é que estamos com um grupo com cada vez mais jogadoras capazes de poder representar a Seleção Nacional e cada convocatória que faço só se torna mais difícil e isso é um bom sinal. É sinal de evolução dos clubes, da competição e do futebol feminino português e é para isso que trabalhamos, cabe-me a mim tomar as decisões sobre quem estará, no momento, mais apta para aquilo que é o contexto que vamos encontrar,
” esclarece o treinador.

Para concluir, Francisco Neto admite que “são cada vez mais essas dores de cabeça e isso também é bom sinal, porque quanto mais dores de cabeça dessas eu tiver, em mais clubes nós andamos porque a qualidade nota-se e acho redutor dizermos que está só nos clubes grandes; quem acompanha o futebol feminino e a Liga BPI nota isso e a prova disso é a Seleção B, que está a trabalhar em Guimarães, pelo número de jogadoras que lá estão e os clubes que estão representados – é mesmo também já para preparar o passo intermédio para que depois um dia possam chegar a este patamar.”

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