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O “mundo novo” de Bia Meio-Metro

Beatriz Fonseca deixou o Estoril e assumiu o futebol profissional: emigrou para o Chipre e conta tudo, em exclusivo, ao Lado F

Tem Meio-Metro como alcunha… mas um alcance que já ultrapassou fronteiras e uma ambição sem tamanho. Foi por isso que Beatriz Fonseca deixou o clube no qual era referência, o Estoril Praia, em prol do profissionalismo no futebol feminino que é agora um sonho já concretizado. Para trás fica Portugal e agora reside e compete no Chipre ao serviço do Apollon, dominador absoluto – venceu 12 dos últimos 13 campeonatos disputados no país – e presença assídua na Liga dos Campeões, na qual voltará a participar em 21/22, o que possibilitará à atacante de 22 anos a estreia na principal competição europeia de clubes.

Já devidamente instalada no Apollon Ladies e no Chipre, Beatriz Fonseca conversou com o Lado F e deu as primeiras impressões sobre a nova experiência, a sua primeira fora do país, que em seu entender não poderia estar a correr melhor, dada a integração imediata que teve no clube e a simpatia e disponibilidade com que foi recebida pelas companheiras de equipa, com as quais alimentará o objetivo de se sagrar campeã nacional cipriota e chegar tão longe quanto possível na Liga dos Campeões.

Mudou-se para o Chipre e logo para o grande dominador do país, o Apollon. Essa mentalidade ganhadora e hábito vencedor do clube fez com que tivesse suplantado todas as outras propostas?

Sim, claro que pesou e sinceramente posso dizer que estou aqui há uma semana e acho que ainda não me ‘caiu a ficha’ por estar num clube de tanta dimensão. Acho que sinceramente ainda não tenho essa noção.

Beatriz Fonseca deixou marca no Estoril. (Foto: Filipe Amorim / Lado F)

Sai do Estoril, onde deixou marca: com mais de 100 jogos realizados e quase meia centena de golos. Este registo serve de apresentação no Apollon, nomeadamente quem não conheça tão bem a Beatriz Fonseca?

Não, acho que não (risos)… Sinceramente, acho que não, que são só números e aqui tenho de fazer mais e melhor. É esse o meu objetivo, acho que esses números não vão influenciar em nada.

No jogo de despedida, a Beatriz marcou o golo que garante a manutenção ao clube. Tem simbolismo também para si? Antes de sair, poder garantir a estabilidade do clube a quem tanto deu, mas também tanto lhe deu a si?


Claro que sim, para mim foi um momento bonito, porque teoricamente iria ser o meu último jogo pelo Estoril, era o jogo que era, tinha a importância que tinha e foi muito especial, acho que não me vou esquecer tão depressa desse momento. Do golo, da vitória, da permanência…foi especial.

“Foi um momento bonito, no meu último jogo pelo Estoril: o golo, a vitória, a permanência… foi especial”

No Apollon irá ter a oportunidade de estrear-se na Liga dos Campeões – o sorteio já é conhecido e irá defrontar, na ronda 1 de apuramento, o Dinamo-BSUPC, da Bielorrússia. Considera ter chegado o momento certo para um momento desta importância, para estrear-se num palco como o da Liga dos Campeões?

É assim…vamos ver se me estreio! Espero que sim, não é? Mas se é o momento certo ou não, não sei, acho que só o tempo o dirá e a certeza que tenho é a de que estou a fazer tudo para que este seja o momento certo, porque foi também neste momento que decidi pôr um ponto ‘profissional’ na minha carreira e o objetivo agora é este, é estar ao mais alto nível.

Abordou essa novidade para si, de tornar-se profissional a partir do momento em que se mudou para o Chipre. Estando agora no país, de que condições para o futebol feminino o Chipre dispõe, dado ainda não ser muito conhecido em Portugal? As condições que encontrou no clube e no próprio país impressionaram?

Olhe, são muito, muito fixes. São espetaculares! Não tem que ver com as condições, mas principalmente com as pessoas também, como elas acolhem. A verdade é que somos várias jogadoras internacionais e as condições são ótimas, não estava à espera, sou sincera, porque este é um mundo novo para mim – estou a adaptar-me, vá. Dito as coisas assim, estou a adaptar-me e a gostar muito.

“Seleção? Acho que isso depende muito da intensidade que a jogadora põe no jogo, não tem que ver propriamente com o clube, seja em Portugal ou fora”

Para além da Beatriz, foram já várias as jogadoras portuguesas que nas últimas semanas saíram para o estrangeiro e disputarão a Liga dos Campeões, para além obviamente das portuguesas que representam o Benfica, e será uma delas. Acha que isso terá repercussão na Seleção Nacional e contribuirá para uma melhoria?

Uma boa questão (hesitou, rindo)… Não sei, isso depois depende muito do nível em que a jogadora está, seja no Benfica ou não, em Portugal ou fora. Acho que depende muito da intensidade que a jogadora põe no jogo, acho que o principal é isso, não tem que ver propriamente com o clube, acho.

E mais particularmente em relação a si? Acha que um ano num clube como o Apollon, que é praticamente um crónico campeão no seu país e conquista títulos de forma consecutiva, se conquistar o título com uma boa temporada no aspeto individual – como melhor marcadora, eventualmente… – e a juntar a uma boa participação na Liga dos Campeões poderá fazer com que seja vista por outros olhos pela equipa técnica da Seleção Nacional e passar a constituir opção para Portugal?

Não sei. Como já disse, acho mesmo que tem que ver com a intensidade com que impuser o meu jogo, com que encarar o jogo e não tem nada que ver o clube onde estou ou os títulos que tenho, porque até posso ser campeã e não ter nenhuns minutos. Portanto, isso não tem nada que ver, acho que quem lá vai tem de ter raça, ser intensa no jogo e não tem mesmo nada que ver com o clube em que se está nem nada disso.

Estando agora a jogar num futebol e realidade diferentes, o que acha que pode valer como jogadora? Que caraterísticas pode aportar ao Apollon e ao futebol cipriota? Avalia-se como uma jogadora mais móvel ou de área? Como extremo ou avançada? Onde poderá enquadrar-se melhor?

É assim: sinceramente, ainda não sei, mas no ataque certamente que vou estar (risos)… Acho que a jogadora portuguesa é móvel, não tanto físico e talvez o que possa acrescentar seja um pouco de velocidade, mobilidade, principalmente.

Para terminar: sai de Portugal com bons números no Estoril, mas sem passar por um ‘grande’. Estando a falar de uma montra como esta, de Liga dos Campeões, se calhar quando regressar a Portugal será desta feita para um clube dessa mesma dimensão?

Ainda agora cheguei (risos)! Não sei, nem sei se irei regressar tão depressa a Portugal… Lá está, só o tempo o dirá. Pode correr bem, pode correr mal aqui, até pode correr mal e quando eu regressar ter de regredir um bocadinho outra vez na carreira, pode acontecer tudo bem e quando eu voltar sim senhora, estar num clube grande em Portugal… Agora estou mais focada aqui e em atingir principalmente a minha melhor performance, visto que só estou a fazer disto vida.

(Foto: Reprodução Facebook Apollon Ladies FC)

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