A meia-final do Open da Austrália de ténis colocou frente a frente Serena Williams e Naomi Osaka. Este texto podia ser sobre ténis e sobre estas atletas, mas vai ser sobre futebol feminino.

Em julho de 2020, num anúncio público com grande impacto mediático, soube-se que Serena Williams se juntou a Natalie Portman e a um conjunto de outras personalidades e investidores – entre os quais Eva Longoria, Jennifer Garner, Alexis Ohanian e Olympia (marido e filha de Williams, respetivamente) – para criarem uma equipa de futebol feminino em Los Angeles, que em 2022 irá competir no principal escalão norte-americano, a National Women’s Soccer League (NWSL).

Já Naomi Osaka anunciou, no final de janeiro deste ano, que passava a deter uma parte do North Carolina Courage, uma equipa de futebol feminino que também compete na NWSL.

Em ambos os casos, o que nos deve fazer refletir não são os investimentos em si, mas sim os motivos pelos quais foram feitos.

Osaka justificou a aposta assim: “As mulheres que investiram em mim quando crescia tornaram-me no que sou hoje. Não sei onde estaria sem elas”. A tenista acrescentou ainda que a sua intenção “vai muito além de ser uma mera dona de equipa, é um investimento em mulheres incríveis que são referências e líderes nas suas áreas e uma inspiração para todas as jovens atletas. Também admiro tudo o que o Courage faz pela diversidade e igualdade na comunidade, que estou ansiosa por apoiar e impulsionar”.

Por seu lado, Alexis Ohanian referiu que investiu no projeto por entender que “há um grande potencial para esse desporto e que foi subvalorizado por demasiada gente durante demasiado tempo. (…) Estou a investir pessoalmente em nome da minha família porque criar mais oportunidades no desporto feminino é importante para mim e para a minha mulher e queremos fazer parte da construção de um futuro melhor para a nossa filha”.

É crucial que figuras como Williams, Osaka, Portman e tantas outras utilizem o seu mediatismo para ajudar a fazer a diferença na nossa sociedade. Esperemos que muitos mais sigam os seus passos.

Sofia Oliva Teles

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