Restrições COVID tramam Vanessa

As restrições apertadas que o governo da Hungria implementou no combate à pandemia inviabilizam a viagem de Vanessa Marques para junto da concentração da Seleção Nacional, uma situação que a própria lamentou profundamente

Inicialmente chamada aos trabalhos da Seleção Nacional com vista à disputa do play-off de apuramento para o Euro 2022, ou não fosse uma presença habitual entre as convocadas de Francisco Neto nos últimos anos, Vanessa Marques não escondeu a frustração por se ver impedida de representar Portugal. Não por ter qualquer impedimento físico ou castigo, mas devido à situação de pandemia que se arrasta há mais de um ano e que levou cada país a assumir as respetivas políticas de restrições de forma a precaver-se dessa situação, nomeadamente no que às viagens diz respeito.

No caso de Vanessa, a Hungria, onde evolui ao serviço do Ferencváros, adotou medidas rígidas e nesse sentido acabou por revelar-se impossível a sua saída do país de forma a rumar a Portugal para se juntar à concentração na qual estarão as restantes companheiras, o que equivale a dizer que não participará no duplo compromisso com a Rússia, a realizar nos dias 9, no Estádio do Restelo, e 13 em Moscovo. Um dos momentos mais importantes da história da seleção nacional feminina, que pretende pela primeira vez repetir a presença numa fase final de um Europeu.

Em publicação no Instagram, a médio lamentou não poder “fazer absolutamente nada”

Restará à centrocampista de apenas 24 anos e já muita experiência acumulada no plano nacional e internacional torcer por fora pelas suas companheiras de forma a que no próximo ano possa ter a oportunidade de disputar o certame, que se realizará em Inglaterra. Ainda assim, foi com tristeza por não poder ser útil à equipa que Vanessa se manifestou na sua conta oficial de Instagram. “Não me passava pela cabeça escrever sobre este assunto, esperei até à última para que houvesse alguma solução e que tudo se resolvesse,” explica a atleta, que em Portugal se notabilizou ao serviço do Sporting de Braga.

Vanessa Marques relatou a situação, à qual é alheia e que tem que ver com as regras impostas pelo país no qual reside e compete, uma situação à qual se resigna, ainda que com profunda tristeza. “É difícil neste momento expressar seja o que for, é uma revolta muito grande na qual não posso fazer absolutamente nada,” sublinhou, acrescentando ainda que tudo fez para resolver a situação, assim como a própria FPF, à qual deixou um sentido reconhecimento pelas diligências feitas para que pudesse mesmo viajar para junto da equipa, mesmo que tal pudesse implicar um regime de exceção.

Resta-me agradecer à FPF por tudo o que fizeram, tentaram de todas as formas que estivesse presente, foram incansáveis uma vez mais. É um orgulho representar Portugal,” completou Vanessa, cuja vaga foi suprida por uma estreante, Ana Rute Rodrigues, que tem representado uma muito boa surpresa na presente edição da Liga BPI ao serviço do Condeixa, que pela primeira vez discuta a fase de apuramento de campeão da prova.

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