Sindicato faz balanço e lança propostas

O Sindicato dos Jogadores de futebol apresentou esta terça-feira, nas suas plataformas oficiais, o documento “A batalha da afirmação do futebol feminino”, um espaço de reflexão sobre o trabalho desenvolvido desde 2012, ano da criação do Departamento de Futebol Feminino do Sindicato, com a colaboração de Carla Couto, Jogadora do Século que integra o Comité Mundial da FIFPro para a modalidade, sob a orientação de Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores.

No documento de 86 páginas são abordadas diversas temáticas, nomeadamente a profissionalização da carreira. Segundo é reportado, 7,3% das jogadoras em Portugal são profissionais, 24,3% semi-profissionais e 71,1% amadoras, sendo que apenas 5,1% declaram rendimentos superiores a 1000 euros mensais – em dados recolhidos no report “A Jogadora Portuguesa ao raio x”, que remonta a 2017/18. É ainda feita uma reflexão sobre a gravidez, sendo referido que 37% das jogadoras deixam o futebol para constituir família.

São ainda elencadas uma série de problemáticas (desde a promoção da modalidade, a sua sustentabilidade, a existência de vínculos precários, a prevenção do assédio, o regime de seguros, a doença e gravidez, entre outros) e propostas de soluções (de mecanismos de controlo salarial e fontes de financiamento, à educação e profissionalização, passando por plataformas de denúncia, fundos de pensões e planos de assistência) apresentadas.

O Sindicato dos Jogadores, recorde-se, está em pleno processo eleitoral, sendo a lista concorrente aos atuais órgãos sociais encabeçada por Ibraim Cassamá e Tita.

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