Ainda está bem presente na mente das jogadoras da Selecão Nacional feminina a forma inglória como a equipa perdeu, nos segundos finais, um empate que estava a ser construído com mérito e muita segurança na sua baliza. A guarda-redes Patrícia Morais foi o elemento em maior destaque na equipa nacional, mas já olha em frente – segue-se a Escócia, ante a qual pretende provar porque a equipa será merecedora de disputar o próximo Europeu.

Patrícia Morais não escondeu o desalento que assolou toda a equipa após a derrota ante a Finlândia, que muito provavelmente impedirá Portugal de chegar ao apuramento direto para o Europeu. “Fizemos uma primeira parte boa, com a estratégia que tínhamos delineado nos treinos e conseguimos dominar as finlandesas na casa delas,” declarou a titular da baliza de Portugal, ciente da oportunidade ontem desperdiçada. 

“Infelizmente o golo delas, a segundos do fim, é que define o jogo e nos deixa muito longe do apuramento direto, obviamente que estamos tristes mas saímos do jogo de cabeça erguida. Sabemos que fizemos tudo para merecer a vitória. O fator sorte também conta”, lembra a guardiã, que recordou que “há três anos deixámos as finlandesas pelo caminho e apanhámos o comboio do Europeu.” 

Aos canais da FPF, Morais lamentou a sorte da equipa das Quinas. “Temos de lhes dar os parabéns [à Finlândia] e seguir em busca do nosso objetivo. O mais importante é que continuamos na luta, nada está perdido,” opinou, ainda confiante. 

A guardiã do Sporting avançou ainda, no mesmo registo, que Portugal garantirá a qualificação. “Não nos apurámos agora, vamos apurar-nos dois meses mais tarde. Tenho a certeza disso. Ainda vamos reencontrar a Finlândia no verão de 2022”, indicou em jeito de aposta. 

Ter sido a figura individual da equipa em Helsínquia não deslumbra a experiente internacional portuguesa que considera não ter feito “mais do que era obrigação, sinceramente, preferia estar já no Europeu a ter defendido aquelas bolas”.

Foto: Filipe Amorim / Lado F

Para Patrícia, o foco está mesmo em terça-feira e no encontro ante a Escócia, para o qual o objetivo da equipa nacional é claro: “não vamos para cumprir calendário, vamos à procura da vitória como sempre”. Mesmo perante um oponente sem objetivos classificativos, a guardiã não duvida de que “o jogo vai ser muito difícil, a Escócia é uma equipa fisicamente forte e está habituada a fases finais.

“Vai querer mostrar a sua qualidade depois de a termos afastado do Euro. Quando subirmos aos relvado vamos ter que dar o melhor de nós para ganhar”, pois a oposição será firme.

Golear a Escócia por nove golos de diferença, mesmo numa noite de grande qualidade e inspiração da equipa das Quinas, parece altamente improvável. De qualquer forma, o brio das jogadoras portuguesas será inquestionável. 

Assim, com o play-off a realizar em abril como cenário mais provável, Patrícia e respetivas companheiras não se desviarão da sua missão que passará por levar Portugal ao segundo Europeu de futebol feminino da sua história. 

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