Zé Gato foi ensinar o que é a mística benfiquista às guardiãs das águias

Velha glória das balizas encarnadas, José Henrique foi aos trabalhos da equipa feminina incutir "alma" a Letícia, Carolina Vilão e Dani Neuhaus

A mística não se ensina, mas transmite-se. Foi sob este conceito que José Henrique, histórico guarda-redes do Benfica nas décadas de 60 e 70 se juntou à equipa feminina e trabalhou diretamente com as guardiãs das águias Letícia, Dani Neuhaus e Carolina Vilão.

“O que eu aprendi nesta casa, com os mais antigos, e o que ainda hoje tento passar, é a Mística! Primeiro, saber respeitar para ser respeitado; depois, nunca ter medo de trabalhar para apresentar trabalho e, acima de tudo, sentir o emblema que trazemos no lado esquerdo da camisola”, começou por referir Zé Gato, como ficou conhecido pela forma felina como defendia, para desafiar logo de seguida: “Quantas meninas não queriam estar no vosso lugar? Já pensaram quantas? E não estão, são vocês que estão aqui. O que têm de fazer é, no vosso trabalho diário, cada vez treinar mais. Eu era daqueles que tinham três guarda-redes, tinha de trabalhar mais do que eles para no domingo estar no palco principal, e isso também os obrigava a trabalhar mais, para ver se me conseguiam tirar o lugar.”

(Foto: Isabel Cutileiro / SL Benfica)

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